Lena Hali, artista plástica paulistana, de ascendência espanhola e austríaca, começou a traçar as primeiras figuras ainda na infância.
Mas foi a partir da adolescência, por volta dos quinze anos, que passou a trabalhar mais profundamente a sua vocação e visão artística. Buscou conhecimento técnico e o estudo mais profundo dos fundamentos da arte.
No final dos anos de 1970, fez 01 ano de ateliê com o mestre paraibano Cremilson Soares, artista plástico de renome internacional.
Em seguida, ingressou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, graduando-se na primeira metade dos anos de 1980.
Posteriormente, fez diversos cursos de aprimoramento técnico e participou de vários Workshops, voltados a todas as técnicas, sempre com ênfase em óleo sobre tela.
Aliando técnica e talento, Lena Hali alcançou a criação de uma obra forte, com profundo conteúdo, capaz de produzir diferentes reações no espectador e evocando as mais variadas leituras.
Embora o caminho artístico já fosse uma certeza, a curiosidade intelectual e o gosto pelo contraditório levaram-na a buscar a formação acadêmica em Direito.
Entretanto, a artista plástica prevaleceu sobre a advogada. E os caminhos da arte não cederam lugar aos corredores forenses.
O resultado de sua obra mostra que a escolha foi correta.
Com várias participações em Exposições Coletivas e Individuais, segue em sua arte, sempre aprimorando e determinando seu estilo, que é próprio e singular, adquirido em anos de busca e observação.
Não obstante a formação acadêmica e participação em cursos e workshops, define-se mais como auto didata, aplicando os conhecimentos técnicos em sua arte como lastro para suas criações, pois nada é estático.
Ao aplicar uma determinada técnica, termina por criar outra, sempre marcando seu caminho pelo ineditismo.
Avessa a rótulos e classificações, prefere dizer que seu estilo é eclético.
Suas criações não se prendem à rigidez das formas. Seus traços são, ora fortes, ora suaves, ora sugeridos.
O que importa à artista é sua visão intuitiva no momento da criação.
Na atual fase, o tema é figurativo, e com ele expressa sua visão do mundo.
Utiliza-se das cores, sejam contrastantes ou monocromáticas e a utilização de vários materiais, prevalecendo sempre o Óleo sobre Tela.
Vale ressaltar, que mais do que qualquer técnica ou material utilizado, é a observação que se constitui no maior e melhor instrumento de trabalho dessa brilhante artista. Talvez seja essa a razão pela qual somos capturados pelos olhares expressivos em sua obra.
Os olhares de Lena Hali são denunciadores, estimulando de formas variadas e profundas a todos nós.
Olhares representativos da atual fase dessa artista, voltada às expressões étnicas e raciais, tema que nos remete a questões angustiantes do nosso tempo, do nosso país e do mundo globalizado, tão marcado pelo ódio e intolerância.
Mais que figuras humanas, sua obra apresenta humanas figuras e seus humanos olhares.
Dirceu Guerra
Jornalista
1979 à 1980 – Aos 16 anos, tem a honra de cursar as primeiras técnicas com o Mestre Cremilson Soares, artista paraibano reconhecido internacionalmente e radicado em São Paulo a época.
1985 – Forma-se pela Faculdade de Belas Artes – (última turma do prédio da Pinacoteca de SP, Bairro da Luz).
1986 – Forma-se em Decoração e Design de Interiores pelo Senac.
1986 à 1989 – Exerce a Profissão de Decoradora e Projetista, porém sem abandonar a pintura.
1996 – Forma-se no Curso de Texturização de Ambientes e Reciclagem Restauro de Móveis pelo Senac.
2001 – Forma-se em Direito pela Unifieo – Centro Universitário Fieo – Osasco/SP, onde reside há 18 anos.
2007 – Participa de workshops no decorrer do ano.
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